
CHAPADA DIAMANTINA
Não consigo ir embora da Chapada. Acabaram minhas folgas e queria continuar aqui. Mesmo que eu viaje depois, levarei a chapada comigo.
Não se trata de louvá-la, quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.
Na Chapada, não me vejo neurótica, desanimada, ansiosa. Gostaria de estar no Mucugezinho, quieta, dentro do rio, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela.
O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Chapada Diamantina. Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia.
Não conheço lugar mais naturalmente democrático.
E, por isso, não quero ir embora.
Vou comprar uma camiseta "NO STRESS" e ficar de boa no morro do pai Inacio para sempre.
Não consigo ir embora da Chapada. Acabaram minhas folgas e queria continuar aqui. Mesmo que eu viaje depois, levarei a chapada comigo.
Não se trata de louvá-la, quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.
Na Chapada, não me vejo neurótica, desanimada, ansiosa. Gostaria de estar no Mucugezinho, quieta, dentro do rio, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela.
O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Chapada Diamantina. Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia.
Não conheço lugar mais naturalmente democrático.
E, por isso, não quero ir embora.
Vou comprar uma camiseta "NO STRESS" e ficar de boa no morro do pai Inacio para sempre.






